No dia 25 de outubro, dia Internacional das Bibliotecas Escolares, realizou-se na Escola Secundária  Nuno Álvares uma atividade de leitura encenada aos alunos do básico e secundário. O texto lido, de apurada ironia, "Manifesto anti-leitura" de José Fanha, revelou aos nossos ouvintes a extrema importância da leitura, dos livros e das bibliotecas!

No dia 25, as alunas de 11º G da turma de Línguas e Humanidades, especialização de Literatura Portuguesa, realizaram a sua primeira encenação do protesto. Esta atividade, que se estendeu  ao longo da semana, consistia numa brusca entrada, e de seguida uma uniforme distribuição das alunas pela sala de aula. No fim de cada apresentação era realizada a entrega de uma recordação para estes alunos se relembrarem de ler.

Apesar de muitos sustos, a receção dos alunos foi sempre de inclusão.  

A professora Maria Saúde foi a responsável por esta iniciativa, professora do 11ºG de literatura portuguesa e coordenadora da biblioteca. Criou o projeto e mais tarde apresentou-o aos seus alunos, com o objetivo de promoção da leitura em modo de negação, evidenciando as vantagens de quem tem hábitos de leitura.

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Curiosidades sobre o autor e a sua obra

José Fanha nasceu em Lisboa e licenciou-se em arquitetura. Porém, é mais conhecido como poeta e declamador, animador cultural por excelência, criativo por vocação e interventivo. É autor de contos e de poesias para crianças, dramaturgo e ator. Foi professor do ensino secundário, é mestre em Educação e Leitura e doutorando na área da História da Educação e da Cultura Escrita.

Tendo como modelo e inspiração o Manifesto Anti-Dantas, célebre texto de Almada Negreiros, em que,  pela mordaz ironia, este zurze o academismo e o tradicionalismo instalados, sobretudo na pessoa e na obra do escritor Júlio Dantas, José Fanha construiu o Manifesto Anti-Leitura, igualmente corrosivo e irreverente, sobretudo nestes tempos em que a crise serve de desculpa para oficialmente a cultura ser posta em causa.

Maria Valente

Carolina Naré